quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

OS MISTÉRIOS DE GUADALUPE


A Ciência explica um fenômeno físico até um limite específico determinado pelas leis da natureza e razão humana. A partir daí remete-o para o domínio da fé.

Neste dia 12 de Dezembro o mundo católico lembra o milagre de Guadalupe.

No dia 9 de dezembro de 1531, na cidade do México, Nossa Senhora apareceu ao nobre índio Quauhtlatoatzin — que havia sido batizado com o nome de Juan Diego, da tribo Nahua — e pediu-lhe que dissesse ao bispo da cidade para construir uma igreja em sua honra na região de Tapeyac. Juan Diego transmitiu o pedido, e o bispo, D. Zumárraga, exigiu alguma prova de que efetivamente a Virgem aparecera. Recebendo de Juan Diego o pedido, Nossa Senhora fez crescer flores numa colina semidesértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo. Este o fez no dia 12 de dezembro, acondicionando-as no seu manto. Ao abri-lo diante do bispo e de várias outras pessoas, verificaram admirados que a imagem de Nossa Senhora estava estampada no manto.

O manto, que tem nele impresso a imagem da Virgem, na região é chamado de “tilma”, tem se conservado ao longo dos tempos, é feito de tecido grosseiro a base de fibras de cacto, deveria ter-se desmanchado há muito tempo. No século XVIII, pessoas piedosas decidiram fazer uma cópia da imagem, a mais fidedigna possível. Teceram uma tilma idêntica, com as mesmas fibras de maguey da original. A mesma se desfez em quinze anos. O manto de Guadalupe está lá ha 475 anos, intacto.

Muitos estudos foram feitos sobre o manto de Guadalupe e os resultados só tem feito aumentar os mistérios, inquietando, principalmente os cientistas.

A respeito da pintura. Em 1936, o bispo da cidade do México pediu ao Dr. Richard Kuhn, Premio Nobel de química de 1938, de origem judiia,  que analisasse três fibras do manto, para descobrir qual o material utilizado na pintura. Para surpresa de todos, o cientista constatou que as tintas não têm origem vegetal, nem mineral, nem animal, nem de algum dos 111 elementos conhecidos.

No dia 7 de maio de 1979 o prof. Phillip Serna Callahan, biofísico da Universidade da Flórida, junto com especialistas da NASA, analisou a imagem. Com o intuito de verificar se a imagem é uma fotografia. Tal análise levou à conclusão de que não é fotografia, pois não há impressão no tecido. Eles fizeram mais de 40 fotografias infravermelhas para verificar como é a pintura. E constataram que a imagem não está colada ao manto, mas se encontra 3 décimos de milímetro distante do próprio manto. Verificaram ainda que ao aproximar os olhos a menos de 10 cm do manto, a imagem desaparece, vendo-se apenas as suas fibras

O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. Há registros informando que durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de deterioração.

O céu estampado no manto

Na manhã do dia da primeira aparição, 9 de Dezembro de 1531, ocorreu um Solstício de Inverno, símbolo cósmico da ressurreição do Sol, do retorno da vida. Neste Solstício a Terra começa a se aproximar novamente do Sol e, no hemisfério norte, o inverno começa a perder sua força e a luz solar chega ao planeta com maior intensidade. Para muitas culturas ao redor do mundo esta data é da maior importância, e o mesmo não era diferente para as culturas das Américas.

Também impressionante é a descoberta do doutor Juan Homero Hernández Illescas, que comprovou que no manto da Virgem de Guadalupe ficou reproduzido o mapa do céu no exato momento em que ocorreu a aparição, ou seja, na manhã do Solstício de Inverno de 1531.

Estão gravadas no manto as estrelas mais brilhantes das principais constelações visíveis desde o Vale de Anáhuac naquela madrugada de 9 de Dezembro de 1531. As estrelas estão agrupadas de forma impressionante, retratando com exatidão as constelações que testemunham a maravilha do acontecimento.

Os olhos da imagem

Extremamente intrigante e instigante são o que revelam os olhos da Virgem impressos no manto de Juan Diego.

Em 1929 o fotógrafo Alfonso Marcué Gonzalez descobriu uma figura minúscula no olho direito, e a partir de então muitos outros mistérios foram constatados. Na superfície de apenas 8 milímetros são possíveis serem vistas 13 figuras, fato que levou o cientista José Aste Tonsmann, da Universidade de Cornell a concluir que não foram feitas por mãos humanas, por três motivos: são imagens invisíveis ao olho humano, é impossível determinar o material usado e as figuras estão presentes nos dois olhos.

Na verdade o que se vê nos olhos da imagem é um reflexo do ambiente, mostrando o índio entregando as flores ao bispo.

O atentado

O manto de Juan Diego sofreu um atentado no dia 14 de Novembro de 1921. Nesse dia o anarquista espanhol Luciano Perez colocou ao lado da imagem um arranjo de flores, dentro dele uma bomba. Ao explodir, tudo extremamente  danificado. Uma cruz metálica, que ficou dobrada, hoje se conserva no templo como testemunha do poder da bomba. Mas... a imagem da Virgem nada sofreu.

Enfim...

Coroada em 1875 durante o Pontificado de Leão XIII, Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada "Padroeira de toda a América" pelo Papa Pio XII no dia 12 de outubro de 1945.

No dia 27 de janeiro de 1979, durante sua viagem apostólica ao México, o Papa João Paulo II visitou o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e consagrou a Mãe Santíssima toda a América Latina, da qual a Virgem de Guadalupe é Padroeira.

Todos sabem que a evolução histórica dos povos latino-americanos após a chegada dos europeus no Século XVI tem sido uma sucessão de exploração e sofrimentos.  E que a luta dos povos tem sido primeiro superar essas fases e reencontrar o seu caminho livre das amarras colonialistas.

A manifestação da Virgem e Guadalupe é um sinal de que esses povos não estão sozinhos nessa caminhada.

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